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20/04/2016

DESIGN VENDE: QUEM NUNCA COMEU MELADO NÃO SABE QUE LAMBUZA.
















Existem algumas pessoas que gostam de café amargo. A grande maioria prefere colocar açúcar ou adoçante para deixá-lo a seu gosto. Para essas pessoas, adoçar o café é o modo de deixá-lo melhor.  Adoçar o café muito mais do que o suficiente, não significa que o cafezinho ficará infinitamente mais gostoso, ao contrário, o deixará saturado, um melado que provavelmente ninguém sentirá prazer em saborear.

Ao falamos de cafezinho parece óbvio que o excesso não é, nunca foi e nunca será uma garantia de qualidade. Quando se trata de comunicação visual, entretanto, parece não haver tamanha obviedade assim. Caso contrário, não veríamos tantas empresas que, estando ou não em promoção, penduram dezenas de bandeiras e banners em tudo quanto é lugar, resultando em algo parecido com um eterno baile de carnaval. É muito comum também ver, logotipos aplicados em exaustão e sem nenhum critério, espalhados, pelas ruas, fachadas, lojas, frotas e impressos.

Não podemos imaginar que o público aceitará positivamente qualquer ação mal realizada, seja porque ele é de um perfil simples ou porque a empresa não dispõe de verba suficiente. Não podemos transformar ações quentes em comunicação visual em um cafezinho melado e frio.


04/04/2016

DESIGN VENDE: OS 7 PONTOS DA BOA ILUMINAÇÃO
















Algumas lojas apresentam um visual agradável, com um poder sobrenatural que nos envolve e nos convida a conhecê-las, enquanto outras aparentam ser frias ou por demais quentes, que acabam afastando nosso desejo de permanecer no interior delas, ou pior, de entrar nelas. Veja a seguir, 7 pontos básicos que fazem a diferença entre a loja que apresenta um ambiente agradável e vendedor e outra que apenas tem luzes acessas:

1.    Tão importante quanto o que se expõe, é como se ilumina os produtos expostos e o ambiente em que eles estão expostos. A iluminação é a grande responsável pela aura de uma loja. É uma pena que a maioria dos lojistas ainda não descobriu isto.

2.    O uso exclusivo de lâmpadas com temperatura de cor fria, torna o ambiente uma geladeira. Isto acontece porque o excesso de luz branca não destaca os produtos, não valoriza suas cores e torna o espaço impessoal. Existem PDVs, como farmácias, mercearias, açougues e supermercados que ainda abusam da utilização de lâmpadas frias, enquanto outros já apresentam um ambiente vendedor.

3.    O uso absoluto de lâmpadas com temperatura de cor quente,  faz com que o ambiente seja, ou aparente ser, abafado e desconfortável aos olhos do público, espantando-o. Boutiques antigas e panificadoras modernas são as campeãs nesta categoria. Na ânsia de querer ser atraentes e moderninhas, exageram nos spots e, para que ninguém morra sufocado no seu interior, acabam tendo que permanecer com metade das lâmpadas instaladas, apagadas o tempo todo.

4.    Para que uma iluminação seja eficiente e agradável, ela deve apresentar uma mistura equilibrada de lâmpadas com temperatura de cor fria e quente. Para a iluminação geral, utilize lâmpadas frias e iluminam áreas maiores. Já para destacar e valorizar pontos específicos e especiais como os produtos expostos, vitrines, cartazes ou as áreas de atendimento, utilize lâmpadas quentes.

5.    Mostre a iluminação. Esconda as lâmpadas. As pessoas devem sentir os efeitos da iluminação, porém, de uma fora que não consigam ver as lâmpadas. Caso não seja possível escondê-las, disponha-as de uma forma que não ofusquem os olhos e assim, não desviem a atenção do cliente. 

6.    A iluminação natural é fundamental. Seja através de janelas, claraboias ou jardim interno, ela é capaz de tornar um ambiente sedutor e agradável. Quando isto não for possível, deve-se buscar uma iluminação que, mesmo sendo artificial, propicie uma atmosfera natural ao ambiente.

7.    Uma boa iluminação, assim como tudo na vida, é uma questão de equilíbrio. Uma loja não deve ser tão clara a ponto de parecer a entrada de um cassino de Las Vegas e nem tão escura quanto a entrada da caverna. Avalie a iluminação de sua loja e encontre um meio termo. Este cuidado fará a diferença.



31/03/2016

DESIGN VENDE: NECESSÁRIO, SOMENTE O NECESSÁRIO.















Existem muitos empresários, há anos no mercado, que enxergam suas empresas como uma extensão de seus próprios egos e administram a imagem institucional delas, como se estivessem fazendo uma reforma na sala de estar da casa deles.

Parece que seguem um mesmo raciocínio e que beberam suas desinformações na mesma fonte. Se existisse uma cartilha que apontasse alguns dos preceitos básicos que regem o pensamento estratégico dessas organizações, no quesito identidade corporativa, poderíamos encontrar itens mais ou menos assim:  

1.    Não é necessário se preocupar com logotipo. Ele não é importante. Basta que seja bonitinho, pois cedo ou tarde, pela insistência, acabará significando o que é ou o que faz a empresa.
2.    Não é necessário contratar um escritório especializado para a criação ou redesenho do logotipo. Basta chamar o sobrinho da vizinha, que ele faz no computador.
3.    Não é necessário que um logotipo tenha algum significado. Basta apenas que ele se pareça com alguma marca famosa e principalmente que esteja dentro de uma elipse.
4.    Não é necessário ter muito cuidado na escolha da cor do logotipo da empresa. O importante é que ele  tenha matizes de uma combinação equilibrada e homogênea, envolvendo as cores dos times dos sócios majoritários. 

Brincadeira à parte. Não é necessário dizer que o necessário mesmo é saber o que as pessoas querem e esperam de seus produtos e de seus serviços. Profissionais das áreas, de pesquisa, marketing, design, promoção e propaganda, saberão decodificar o que o mercado diz e concluir se algo é ou será bom ou não para sua marca.

Sem dúvida, é o cliente, a peça mais importante do carrossel. É a ele que se deve ouvir, mirar e agradar e não aos donos da empresa. Somente pensando assim é que teremos marcas e produtos cada vez mais fortes e duradouros.


30/03/2016

DESIGN VENDE: MAIS QUE UMA LOJA, CRIE UM CONCEITO















Andando pelas ruas e shoppings, constatamos a presença de lojas competindo 
para chamar nossa atenção. Algumas se destacam no cenário e ficam guardadas
em nossa memória enquanto outras não. As lojas que se sobressaem, 
convidam-nos a parar, olhar, entrar e comprar e passam a fazer parte da nossa 
memória. Porque as outras lojas nem são notadas e se são, acabam 
facilmente esquecidas, assim que passamos  os olhos por elas?

As primeiras se apresentam de uma forma especial, inesperada e de uma maneira diferente, saem do lugar-comum. Elas têm o design como um diferencial. Estas lojas contam uma história, transmitem um conceito, claro e pertinente, que faz com que 
as pessoas se encantem ao vê-las. Para que uma loja não seja mais uma na multidão, 
é preciso ousadia, fazendo com que ela saia do convencional. Quem não quer errar 
no que vestir para ir a uma festa, acaba optando pelo pretinho básico, assim como, 
quem não quer errar na decoração de sua casa, escolhe tudo bege, do piso ao teto, passando pelo tapete, sofá e cortinas.

O medo de errar é, muitas vezes, o responsável pela falta de destaque. Quem tem 
medo de errar no design da loja, acaba partindo para um visual neutro em demasia, fazendo com que a loja acabe sumindo na paisagem. Com certeza não é este o 
objetivo, mas com tanta neutralidade, acaba sendo este o resultado.

Quando vemos uma loja e somos atraídos por ela, não sabemos direito se é pelo seu visual, pelo clima que ela transmite ou é pela história que ela nos conta. As pessoas 
não têm consciência exata do que gostam ou não gostam em uma loja. Assim como 
não sabem porque se sentem bem em certos ambientes e desejam sair correndo de 
outros. Na verdade, uma loja é composta pela somatória de muitos detalhes e 
quando se fala em design, fatalmente estamos falando sobre os detalhes que 
formam um todo.  

É fundamental que se dê às pessoas, a oportunidade para sonhar. Para que isso 
aconteça, a loja deve estar envolta em uma nuvem de magia, encanto e sedução. 
Desta maneira não se estará apenas vendendo produtos e serviços, mas 
principalmente, uma imagem e um conceito.

O importante é deixar o medo para o concorrente e ousar. Procurar ousar de várias maneiras e lembrar sempre que o público é exigente. Os detalhes são pequenos e 
a concorrência, grande.


24/03/2016

DESIGN VENDE: O ATENDIMENTO NA PALMA DA MÃO














O cuidado de uma loja com a sua apresentação visual torna claro o seu posicionamento com a qualidade. Não basta se preocupar apenas com aquilo que se vê, é importante também, preocupar-se com aquilo que as pessoas sentem. O segredo pode estar na ponta dos dedos, contando até cinco e não fazendo nada por acaso:

1. O Mindinho sai rapidinho. Não trate o cliente com indiferença. Vendedores que não se dirigem ao cliente quando este entra na loja, que não levantam a cabeça para cumprimentar quem acabou de entrar ou que costumam passar os olhos um pouco acima da altura dos olhos do cliente que está ali tentando desesperadamente, chamar sua atenção, tratam o cliente como se ele fosse o menor e o mais insignificante dos dedos. Corrija isso rapidinho.

2. Seu-vizinho fica bem pertinho. Exponha o produto em uma distância próxima aos olhos do cliente. Não é porque ao usarmos sapatos, eles ficam no chão, que os mesmos devam necessariamente, estar expostos no chão da vitrine ou da loja. Uma coisa é olhar sapatos nos pés das pessoas, outra coisa, é escolher um modelo para comprar. O que dizer de jóias e relógios em exposição na altura dos joelhos do cliente, pois assim cabem mais 2 prateleiras na vitrine? Se ninguém consegue ver direito os detalhes dos produtos, qual é a vantagem de se ter tantos produtos em exposição? Deixe os produtos bem pertinho do cliente, ele agradecerá comprando-os.

3. Pai-de-todos todo poderoso. Lembre-se que atendimento com conforto não é apenas colocar poltronas confortáveis e macias. É também, saber que apesar de nenhum cliente gostar de ficar perguntando muito, todos necessitam de respostas. O cliente quando dentro de uma loja é um deus e por isto mesmo, é preciso entender suas necessidades para fazê-lo se sentir ainda mais importante e valorizado. Faça as perguntas da maneira certa e no momento certo. Fique do lado direito do pai.

4. Fura-bolo, o indicador. Através de uma boa sinalização, indique tudo o que for importante para o cliente. Isto evita aborrecimentos para ambas as partes, agiliza o atendimento e, principalmente, mostra que se tem respeito para com o cliente, já que ele não está muito interessado em procurar pelas coisas que deseja, mas sim, em encontrá-las.

5. Mata-piolho o arrasa quarteirão. Não se deve encarar o bom atendimento, como sendo apenas um custo alto. Ele é uma necessidade permanente na manutenção do retorno do trabalho. Um supermercado, trabalhando com pessoal em quantidade abaixo do mínimo para poupar hora extra, eletricidade ou custos com folha de pagamento, por exemplo, está na verdade poupando o cliente de retornar aquele estabelecimento. É muito fácil implodir as vendas, pois não existe imagem melhor do descaso com o cliente, do que ter várias caixas registradoras e deixá-lo perdendo tempo (algo que é raro e valioso a todos) em uma ou duas filas demoradas que poderiam ser evitadas, caso houvesse um ou dois atendentes a mais disponíveis.

O posicionamento de uma empresa com a qualidade deve estar presente em tudo que se refere à ela. Caso contrário, o consumidor sentirá na pele, sentindo-se desprezado, tendo que se abaixar para conseguir enxergar algo na vitrine, esquecido, perdido ou desvalorizado dentro da loja. Devemos acreditar, não é bem assim que estaremos agradando o público. É bom fazermos uma avaliação, contar até cinco e revermos nossas estratégias.


14/03/2016

DESIGN VENDE
















O NRF (National Retail Federation), o maior evento mundial do varejo, ocorre anualmente em New York e reúne os principais executivos do mercado online e offline  Segue oito tendências reveladas na última edição, que uma marca, que quer crescer no mercado atual, precisa ser:

IDEOLÓGICA: Ter voz ativa, definir e defender sua causa.

EMOCIONAL: Garantir diálogos e conexões com estímulos emocionais.

CONCEITUAL: Elaborar, valorizar e contar uma história.

ENCANTADORA: Apresentar serviços que encantam e surpreendam sempre.

ACESSÍVEL: Tornar o luxo mais acessível, humanizado e despretensioso.

PERSONALIZADA: Customizar seus produtos e serviços, a fará a protagonista.

INOVADORA: Ser constantemente o novo da novidade

NEWSTÁGICA: Apresentar o antigo com nova roupagem


Em todas as tendências, o design segue como a ferramenta fundamental para criar, rejuvenescer, definir, valorizar, comunicar, encantar, customizar e inovar. Marcas vencedoras sabem disso. 

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DESIGN VENDE: AO INFINITO E ALÉM















Assim como a letra manuscrita de uma pessoa é vista como um reflexo
de sua personalidade, havendo inclusive, estudos que traçam o perfil
completo de uma pessoa apenas pela análise da sua assinatura, a
marca de uma empresa é a definição resumida da apresentação visual
dela e deve ser entendida como a sua assinatura empresarial.

A preocupação estética, ou seja, o cuidado que uma empresa tem com a sua apresentação visual, é traduzida como uma extensão da qualidade dos produtos e dos serviços oferecidos por aquela empresa.

Se analisarmos a trajetória de uma empresa, notaremos que ela foi
criada e, de uma forma ou outra, cresceu e evoluiu. Esta evolução
é uma viagem e pode ser observada não apenas pelas suas vendas, número de empregados, de área construída, mas principalmente, pela evolução de sua marca, de suas embalagens, pelo design de seus produtos, ou seja, por toda a sua preocupação estética.

O engraçado é que se trata de uma viagem ao infinito, que não tem mais volta. Apesar de ser sofrido crescer, ninguém deseja, realmente voltar a ser criança. Quando uma empresa conquista uma nova etapa em sua evolução, seja através de um novo logotipo, de uma nova embalagem, ou de um reestudo em sua identidade visual, a primeira reação é estranhar a mudança, a segunda é se acostumar com ela e a terceira é sentir que é impossível voltar atrás.


11/03/2016

DESIGN VENDE: O DETALHAR DE AQUILES









Talvez Cindy Crawford, Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor não fossem ícones de beleza tão fortes em suas respectivas épocas, caso não possuíssem, cada uma a seu modo, irretocáveis pintas em seus rostos. Uma pinta é um detalhe sutil, mas que tem o poder de tornar o rosto de uma mulher inesquecível.A vida é feita de detalhes. As pessoas, as roupas, as casas e até as lojas, podem se transformar, positiva ou negativamente, através de pequenos detalhes.

Outro dia, em uma farmácia, notei que existia alguma coisa diferente no ar. O ambiente estava mais agradável, mais claro, mais arejado e aparentemente, maior. Os equipamentos não mudaram e estavam exatamente nos mesmos lugares. A iluminação também era a mesma e apesar disto, a loja parecia muito mais iluminada e o pé direito parecia mais alto. Foi aí que constatei que o teto que antes era preto, estava agora, pintado de branco. Uma pequena alteração era a responsável pela grande e radical mudança da farmácia.Vestir-se todo de preto e usar meias brancas, um detalhe mínimo, que com certeza, fará com que toda a elegância desapareça. São detalhes, apenas detalhes...

10/03/2016

DESIGN VENDE: MIRE NO PASSADO E GANHE UM PRESENTE NO FUTURO














As inovações tecnológicas que tornam o presente cada vez mais parecido com o futuro, não impedem o homem de se manter ligado sentimentalmente com o passado. Por serem tantas as mudanças, esta nostalgia, ao fazer com que as pessoas estejam enraizadas em um determinado tempo, lhes dá conforto ao sentirem-se possuidoras de um pouco da história e da vida.

Por isso, sempre que possível, proporcione a seus clientes ter boas lembranças sobre alguma coisa. Procure atiçar a memória deles através de ícones que os traga algo de conhecido e familiar. Exponha algum objeto antigo ou ofereça, por exemplo, um chá especial que sua avó fazia para você e seus irmãos e conte a todos uma história simpática. Certamente as avós de outras pessoas também faziam chás ou outras receitas, que há tempos estão guardadas nas suas memórias. Isto construirá um elo entre sua marca e o passado e a emoção delas.

O passado nos traz boas recordações. Todos ficam felizes ouvindo alguma música ou expressão que há tempo não ouviam, falando sobre alguma série antiga que assistiam quando criança. Toque o coração das pessoas e faça parte de suas memórias. Sua marca, sua loja e sua empresa entrarão pela porta da frente na lista do que elas consideram importante nas suas vidas. Estar na memória e no coração das pessoas é o melhor presente que sua marca pode ganhar.

09/03/2016

DESIGN VENDE: VESTIDA PARA VENDER









Andando pelas ruas e shoppings sentimos que algumas lojas enchem nossos olhos, enquanto outras passam, se não completamente desapercebidas, como fortes candidatas a serem esquecidas nos próximos  passos. Porque algumas lojas se destacam no cenário, ficando guardadas em nossa lembrança e outras não?

É preciso que uma loja seja especial, seja diferente, saia do lugar-comum e conte uma história. Começando por baixo, o piso deve funcionar como um belo par de sapatos de salto alto deixando-a ainda mais elegante. A fachada deve ser como um vestido bem cortado, com um caimento que destaca o corpo, que apenas sugere, salientando o que ela tem de melhor e ocultando indesejáveis imperfeições. A entrada da loja é como os olhos faiscantes de uma mulher misteriosa, que convida o cliente a entrar através da magia do primeiro olhar.

As pessoas buscam realizar sonhos através das compras. Por isto, é fundamental que se dê a elas a oportunidade para sonhar. Para ser encantadora, uma loja deve, assim como uma mulher, estar envolta em uma nuvem de magia e sedução. Assim você não estará apenas vendendo seu produto, seu serviço e sua marca, mas estará vendendo também, uma imagem, um conceito que, com certeza, será mais forte do que a própria marca.

13/08/2013

O QUE É BONITO, MOSTRE. O QUE NÃO É, ESCONDA

Existe um conceito de lojas com fachadas totalmente transparentes que é muito difundido e utilizado pelo poder de transformar todo o interior da loja em uma imensa vitrine. Sem dúvida, expor a loja em toda sua totalidade, é uma ótima opção para chamar a atenção do público, entretanto, para que o feitiço não se volte contra o feiticeiro, é importante ter cuidado para que toda essa transparência não mostre coisas, digamos, comprometedoras e indesejáveis, que estariam muito melhor escondidas no conforto do anonimato.

Cestos de lixo com excesso de peso, tomadas jorrando fios que deslizam casualmente pelo chão da loja, papéis salpicados pelo chão, caixas de papelão viajadas com mercadorias que ainda não foram guardadas e a visão sem censura de todo o funcionamento e faturamento do caixa. Com certeza, são pecados mortais ou cenas íntimas que qualquer loja absurdamente transparente pode estar, involuntariamente, expondo a seus clientes e também, aos amigos do alheio.

Manter uma loja impecável o tempo integral não é uma tarefa impossível, mas todos sabem o quanto é difícil. Existem padrões de lojas criados e desenvolvidos para que realmente sejam expostos ao público e não adianta reclamar, pois este é o procedimento imaginado desde sua concepção. Entretanto, existem lojas que estariam muito melhor apresentadas, se a fachada fosse seletiva naquilo que expõe.  Se o caixa é demasiadamente exposto e é difícil alterar sua posição, basta esconder, disfarçadamente, os procedimentos internos, para que não chamem muita atenção sobre o assunto.

Ao vermos uma imagem, a primeira impressão é o resultado do conjunto. A composição do conjunto, por sua vez, é feita pela somatória de detalhes, que podem ser positivos ou negativos. O resultado, portanto, além de sensitivo, é matemático. Para não sair perdendo no final das contas, é importante diminuir o "desculpe nossa falha" e as áreas de transparências inúteis e comprometedoras, para que seja multiplicado aquilo que a loja tem de mais bonito. Pois, o que é bonito, e somente o que é bonito, deve  ser mostrado ao público.

Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
E por Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
da DATAMAKER DESIGN http://www.datamaker.com.br/
BLOG: http://www.datamaker.blogspot.com/


CONHEÇA O TRABALHO DA DATAMAKER DESIGN :

Case: Identidade Visual Rede de lojas Cavezzale
Projeto de  Design de Ambiente
Projeto Aplicado na loja Joinville










09/07/2013

NECESSÁRIO, SOMENTE O NECESSÁRIO





Existem muitos empresários, que apesar de trabalharem há anos no mercado, administram a imagem institucional de suas empresas como se estivessem fazendo uma reforma na sala de estar de suas casas.

Se existisse uma cartilha que apontasse alguns dos preceitos básicos que regem o pensamento estratégico dessas organizações, no quesito identidade corporativa, poderíamos encontrar itens mais ou menos assim:

1. Não é necessário se preocupar com logomarca. Ela não é importante. Basta que ela seja bonitinha, pois cedo ou tarde, pela insistência, acabará significando o que é ou o que faz a empresa.

2. Não é necessário contratar um escritório especializado para a criação ou redesenho da logomarca. Basta chamar o sobrinho da vizinha do Maciel, que ele faz no computador.

3. Não é necessário que uma logomarca tenha algum significado. Basta apenas que ela se pareça com alguma marca famosa e principalmente que esteja dentro de uma elipse.

4. Não é necessário ter muito cuidado na escolha da cor da logomarca da empresa. O importante é que ela tenha matizes de uma combinação equilibrada e homogênea, envolvendo as cores dos times dos sócios majoritários.

Não é necessário dizer que necessário mesmo é saber o que as pessoas querem e esperam de seus produtos e de seus serviços. Profissionais das áreas, de pesquisa,marketing, design, promoção e propaganda, devem saber  decodificar o que o mercado diz e concluir se algo é ou será bom ou não para sua marca.

Sem dúvida, é o cliente, a peça mais importante do carrossel. É a ele que se deve ouvir, mirar e agradar e não aos donos da empresa. Somente pensando assim é que teremos marcas e produtos cada vez mais fortes e duradouros.


 
Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
E por Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
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Case: Identidade Visual Impacto
Projeto de Marca, Fachada e Design de Ambiente

Nova Marca:



















Fachada Antiga:


















Fachada Layout:













Fachada Nova:




















Interior Antes:
 


Interior Layout:


















Interior Depois:




Interior Depois:


Sacolas:

Luiz Renato Roble- Diretor de Criação
Raquel de Araújo - Diretora de Projetos


02/07/2013

AS 3 REGRAS DA CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE




















As muitas informações que nossos olhos vêem, são processadas por nossa mente, que em questões de segundos, avalia, filtra e através de um processo natural, decide se elas ficarão ou não gravadas em nosso subconsciente. Assim, uma simples imagem gravada torna-se a informação mais importante que acabamos armazenando em nossa memória a respeito de um determinado acontecimento, pessoa ou empresa. 

Como somos guiados pela nossa percepção, com o tempo, as informações armazenadas, acabam se transformando de simples referência a algo realmente significante sobre o que acontecimentos, pessoas ou empresas representam para nós. 

Devemos, portanto, ter muito cuidado com tudo que empresas, marcas ou produtos possam estar transmitindo ao público. É através da construção de uma identidade visual forte e única que podemos conquistar facilmente o cliente, deixando de perder oportunidades únicas de se construir imagens positivas dos serviços prestados ou dos produtos comercializados. 

Acabamos descobrindo que a imagem de uma empresa construída na cabeça das pessoas torna-se mais forte do que a própria empresa. Veja a seguir, 3 regras simples, que na verdade são o segredo do sucesso de muitas empresas na construção de suas identidades. 

1. O cartão de visitas é a fachada dos seus serviços.

Aquilo que se passa em um cartão de visitas, transmite claramente a imagem que as pessoas terão de uma empresa. Moderna ou antiquada, atualizada ou retrógrada, limpa ou confusa, completa ou remediada , profissional ou amadora. Tudo estará comunicado nas entrelinhas. Quem, por exemplo, não acabou procurando os serviços de um advogado de quem nem se recordava muito bem, mas que algum tempo atrás lhe entregou um cartão de visitas lindíssimo?

2. A fachada é a embalagem de sua empresa.

Ao se olhar a fachada de uma determinada empresa, pode-se normalmente imaginar qual é o nível de qualidade dos serviços ou produtos por ela oferecidos. O estilo arquitetônico, o cuidado com a comunicação, a eficiência da sinalização, a aparência geral, a localização, a manutenção ou os tipos e a quantidade de carros parados na frente, são signos que fatalmente estarão comunicando aos clientes muito daquilo que uma empresa, uma loja, ou uma escola apresenta no seu interior. Você nunca acabou marcando uma consulta com um médico que você nem conhecia direito, só porque atendia em uma clínica moderníssima ou andou comprando em uma loja, só porque a sua fachada era moderna e encantadora?

3. A embalagem é o cartão de vista de seu produto.

Cada vez mais os produtos tornam-se parecidos. As lojas e supermercados, estão cada vez maiores e mesmo assim, não comportam tamanha diversidade de marcas e produtos. A publicidade é proibitiva à maioria dos produtos nas prateleiras e mais de 80% das pessoas decidem no ponto-de-venda se vão comprar ou não, um determinado produto. Dentro deste cenário, as embalagens e os displays empenham papeis fundamentais na decisão de compra. Quantas vezes já nos pegamos comprando produtos que muitas vezes nem precisávamos comprar, somente por causa de embalagens atraentes e displays revolucionários? 

Os profissionais, empresas e produtos em questão, com certeza, oferecem uma qualidade real para quem os procura. Essa qualidade não seria tão claramente difundida, mesmo antes de testada, sem uma preocupação estética por trás, ou seja, um bom design gráfico aplicado no cartão de visitas, no design de ambientes da clínica e da loja, assim como nas embalagens e nos displays atraentes.

A preocupação e o cuidado de uma empresa ou de um profissional com a sua identidade visual torna claro seu profissionalismo, seu posicionamento global com a qualidade e é traduzida como uma extensão da qualidade de seus produtos e de seus serviços. Portanto, não subestime seu público e analise como está a aplicação da marca da sua empresa. 

Dê uma olhada na fachada de sua loja, nos impressos, nos uniformes e nas embalagens. Pense: Sua marca é atual? Ela transmite exatamente o que é sua empresa? Ela é padronizada? Apresenta o mesmo desenho e as mesmas cores em todas as suas aplicações? Lembre-se: Você tem apenas uma chance para causar uma boa primeira impressão!

Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
E por Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
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Case: RADDA CALZATURE
Projeto de Marca e Design de Ambiente
























Luiz Renato Roble- Diretor de Criação
Raquel de Araújo - Diretora de Projetos