24/03/2016

DESIGN VENDE: O ATENDIMENTO NA PALMA DA MÃO














O cuidado de uma loja com a sua apresentação visual torna claro o seu posicionamento com a qualidade. Não basta se preocupar apenas com aquilo que se vê, é importante também, preocupar-se com aquilo que as pessoas sentem. O segredo pode estar na ponta dos dedos, contando até cinco e não fazendo nada por acaso:

1. O Mindinho sai rapidinho. Não trate o cliente com indiferença. Vendedores que não se dirigem ao cliente quando este entra na loja, que não levantam a cabeça para cumprimentar quem acabou de entrar ou que costumam passar os olhos um pouco acima da altura dos olhos do cliente que está ali tentando desesperadamente, chamar sua atenção, tratam o cliente como se ele fosse o menor e o mais insignificante dos dedos. Corrija isso rapidinho.

2. Seu-vizinho fica bem pertinho. Exponha o produto em uma distância próxima aos olhos do cliente. Não é porque ao usarmos sapatos, eles ficam no chão, que os mesmos devam necessariamente, estar expostos no chão da vitrine ou da loja. Uma coisa é olhar sapatos nos pés das pessoas, outra coisa, é escolher um modelo para comprar. O que dizer de jóias e relógios em exposição na altura dos joelhos do cliente, pois assim cabem mais 2 prateleiras na vitrine? Se ninguém consegue ver direito os detalhes dos produtos, qual é a vantagem de se ter tantos produtos em exposição? Deixe os produtos bem pertinho do cliente, ele agradecerá comprando-os.

3. Pai-de-todos todo poderoso. Lembre-se que atendimento com conforto não é apenas colocar poltronas confortáveis e macias. É também, saber que apesar de nenhum cliente gostar de ficar perguntando muito, todos necessitam de respostas. O cliente quando dentro de uma loja é um deus e por isto mesmo, é preciso entender suas necessidades para fazê-lo se sentir ainda mais importante e valorizado. Faça as perguntas da maneira certa e no momento certo. Fique do lado direito do pai.

4. Fura-bolo, o indicador. Através de uma boa sinalização, indique tudo o que for importante para o cliente. Isto evita aborrecimentos para ambas as partes, agiliza o atendimento e, principalmente, mostra que se tem respeito para com o cliente, já que ele não está muito interessado em procurar pelas coisas que deseja, mas sim, em encontrá-las.

5. Mata-piolho o arrasa quarteirão. Não se deve encarar o bom atendimento, como sendo apenas um custo alto. Ele é uma necessidade permanente na manutenção do retorno do trabalho. Um supermercado, trabalhando com pessoal em quantidade abaixo do mínimo para poupar hora extra, eletricidade ou custos com folha de pagamento, por exemplo, está na verdade poupando o cliente de retornar aquele estabelecimento. É muito fácil implodir as vendas, pois não existe imagem melhor do descaso com o cliente, do que ter várias caixas registradoras e deixá-lo perdendo tempo (algo que é raro e valioso a todos) em uma ou duas filas demoradas que poderiam ser evitadas, caso houvesse um ou dois atendentes a mais disponíveis.

O posicionamento de uma empresa com a qualidade deve estar presente em tudo que se refere à ela. Caso contrário, o consumidor sentirá na pele, sentindo-se desprezado, tendo que se abaixar para conseguir enxergar algo na vitrine, esquecido, perdido ou desvalorizado dentro da loja. Devemos acreditar, não é bem assim que estaremos agradando o público. É bom fazermos uma avaliação, contar até cinco e revermos nossas estratégias.


23/03/2016

DESIGN VENDE: SAIBA ONDE DESEJA IR E VÁ ATÉ O FIM















O teatro nos ensina coisas que por serem tão simples, nunca esquecemos. A primeira delas é sempre terminar o gesto e a segunda, nunca se esquecer da velhinha surda sentada na última fila do teatro. Completar o gesto, no sentido teatral, significa que se, em cena, é começado a levantar o braço, deve-se continuar levantando-o até o fim, não deixando o movimento incompleto.

 A tradução dessa sabedoria cênica para o dia-a-dia, é que se começamos fazer algo, devemos procurar fazê-lo de forma completa. Se, por exemplo, estamos trabalhando em um projeto de design, como a criação e a aplicação de uma marca, devemos cuidar para que o trabalho seja realmente aplicado corretamente em  sua totalidade.

Saber se aquilo que é dito no palco, está sendo ouvido por aquela velhinha surda, sentadinha lá no fundão do teatro, significa ter consciência de que todos naquele recinto conseguem ouvir aquilo que está sendo falado, pois este deve ser o objetivo do ator em cena.

Traduzindo, não só devemos ir com as coisas que começamos até o fim, como também devemos prever este fim, saber onde queremos chegar. Ao trabalharmos a comunicação visual de um produto, por exemplo, devemos definir se esta comunicação é visualizada e realmente compreendida por uma determinada fatia do mercado, o público alvo.

Só conquistaremos qualidade total em tudo que fizermos, se tivermos como objetivo, alcançar resultados concretos e completos em tudo o que começarmos. Se não houver tal consciência, você poderá estar jogando dinheiro fora. Pois pode-se tentar falar com muitos e acabar não conseguindo ser ouvido, justamente, por quem interessa ou se dirigir a poucos e ser plenamente compreendido, se é somente a eles que seu produto, realmente, interessa.


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DESIGN VENDE: O QUE É BONITO, MOSTRE. O QUE NÃO É, ESCONDA.















Existe um conceito de lojas com fachadas totalmente transparentes que é muito difundido e utilizado pelo poder de transformar todo o interior da loja em uma imensa vitrine. Sem dúvida, expor a loja em toda sua totalidade, é uma ótima opção para chamar a atenção do público, entretanto, para que o feitiço não se volte contra o feiticeiro, é importante ter cuidado para que toda essa transparência não mostre coisas, digamos, comprometedoras e indesejáveis, que estariam muito melhor escondidas no conforto do anonimato.


Cestos de lixo com excesso de peso, tomadas jorrando fios que deslizam casualmente pelo chão da loja, caixas de papelão viajadas com mercadorias que ainda não foram guardadas e a visão sem censura de todo o funcionamento do caixa. Com certeza, são pecados mortais ou cenas íntimas que qualquer loja absurdamente transparente pode estar, involuntariamente, expondo a seus clientes e também, aos amigos do alheio. 

Manter uma loja impecável o tempo integral não é uma tarefa impossível, mas todos sabem o quanto é difícil. Existem padrões de lojas criados e desenvolvidos para que realmente sejam expostos ao público e não adianta reclamar, pois este é o procedimento imaginado desde sua concepção. Entretanto, existem lojas que estariam muito melhor apresentadas, se a fachada fosse seletiva naquilo que expõe.  Se o caixa é demasiadamente exposto e é difícil alterar sua posição, basta esconder, disfarçando os procedimentos internos, para que não chamem muita atenção sobre o assunto. 

Ao vermos uma imagem, a primeira impressão é o resultado do conjunto. A composição do conjunto, por sua vez, é feita pela somatória de detalhes, que podem ser positivos ou negativos. O resultado, portanto, além de sensitivo, é matemático. Para não sair perdendo no final das contas, é importante diminuir o "desculpe nossa falha" e as áreas de transparências inúteis e comprometedoras, para que seja multiplicado aquilo que a loja tem de mais bonito. Pois, o que é bonito, e somente o que é bonito, deve ser mostrado ao público.

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21/03/2016

DESIGN VENDE: OS SETE PECADOS VISUAIS






Pequenos pecados diários agem silenciosamente, fazendo com que a identidade da marca seja aos poucos diluída, enfraquecida, perdendo a força, e pior, refletindo a imagem uma loja desorganizada, ultrapassada e amadora. Veja a seguir 7 dicas simples que irão absorver esses pequenos pecados, largamente praticados por muitos lojistas que, ingenuamente, acreditam estar praticando o bem:

1.    Não seja preguiçoso e invente novas maneiras de divulgar promoções no ponto-de-venda. Será que você não consegue fugir do óbvio, descobrindo algo mais interessante do que apenas entupir sua loja com cartazes promocionais pendurados em tudo quanto é lugar?
2.    Seja esperto e não desperte a ira dos deuses da estética e do marketing, desrespeitando a tipologia, as cores ou as proporções da marca de sua loja. Afinal de contas, porque um belo dia você pagou a uma empresa para que criasse sua marca, cercada de todos os cuidados necessários contidos em bom manual de marca?
3.    Não seja avarento na hora de optar por um orçamento. Lembre-se que tudo que é bom tem seu valor. Portanto na hora de decidir, pense qual será o    custo x benefício de um investimento e não apenas em escolher o mais barato. Porque você acha que vemos tanta coisa feia quando andamos pelas ruas, como letreiros em fachadas e frotas pintados à mão e outras pérolas da anti-comunicação?
4.    Não seja guloso, querendo todo o espaço só para si. Comunicações exageradas acabam funcionando contra. Entupindo os esgotos da cidade com toneladas de panfletos jogados nos bueiros ou congestionando visualmente a cidade com faixas e placas sinalizadoras espalhadas pelas ruas, sua loja até pode se tornar conhecida, mas não exatamente da forma que dá dinheiro.
5.    Não seja invejoso. Resista a tentação de copiar o que os outros fazem, alegando que isso é pesquisa de tendências. Não é porque uma loja vizinha tem um luminoso gigante, com luzes vermelhas, letras douradas com um coração que muda de cor, que sua loja tem que ter igual. Lembre-se que a linha de comunicação das lojas nem sempre é a mesma. Principalmente se a empresa vizinha é um motel e a sua loja, uma livraria. 
6.    Não seja orgulhoso, seja exigente. Admita que o trabalho da gráfica que você contratou não é aceitável. Ou você acha certo aceitar que deformem a marca ou que apliquem o logotipo com cores diferentes, só porque a tal gráfica que você contratou não possui as tintas especificadas?
7.    Não se deixe levar pela luxúria. Golpes baixos procurando atingir clientes abaixo da cintura, podem até funcionar na hora, mas a imagem da loja fica comprometida. Para que a comunicação seja eficaz, deve apresentar uma mesma linguagem, um conceito único e claro, não ser apelativa. Do que adianta colocar uma passista da escola de samba vestida apenas  com duas fitas do Senhor do Bonfim rebolando e desfilando na frente da sua loja, se no banner da vitrine, está a foto de um lindo bebê, já que sua loja vende roupas infantis ! 


Veja bem como a comunicação visual de sua loja está sendo feita com olhos clínicos. Analise se a imagem da sua loja não está sendo vítima de uma comunicação sem padrão e não pense que esses pequenos pecados são exclusivos de lojas de pequeno porte. Existe muita rede de lojas que, apesar de investir fábulas na mídia, peca na hora da venda e seus vendedores não dispõem de cartões ou blocos de anotações com o logotipo e as demais informações atualizadas para anotar preço, código, nome e telefone da loja para o cliente. Então eles rasgam um pedaço de papel e escrevem ali, alguns garranchos e entregam satisfeitos e sorridentes. A imagem concreta que se guarda da tal loja é um pedaço de papel rasgado e rabiscado. Cuidado, pois você pode não estar atento, mas lembre-se, seus clientes estão!

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18/03/2016

DESIGN VENDE: NÃO VENDA PRODUTOS. VENDA SONHOS.
















Outro dia, em um evento, ouvi a apresentação de um homem que falava sobre sua profissão: “Eu vendo o melhor produto do mundo. O sonho de qualquer pessoa, pois quem já possui um, gostaria de ter outro: Eu vendo Imóveis”. Era incrível como o tal homem falava de seu trabalho, pois ele respirava vendas, valorizando sua profissão e seu produto, tornando, o que a princípio poderia ser algo banal e aborrecido, em um ícone do sonho de consumo da sociedade contemporânea.

Ele tem razão. Na verdade, as pessoas estudam e trabalham para progredir, desejando melhorar seu padrão de vida e ter conforto. As pessoas lutam para realizar seus sonhos e o verbo comprar, invariavelmente, está relacionado com suas conquistas.

Para que uma compra seja um sonho, não é preciso que se trate de uma casa na praia ou de um apartamento maior. O simples ato de comprar uma margarina pode estar relacionado ao desejo de uma feliz manhã de sábado junto à família. Ao comprar uma calça, uma mulher pode estar conquistando aquela silhueta que ela não tem, mas que desejaria ter. E quando compra um carro novo, uma pessoa pode estar adquirindo, também, uma idade ou um status que imagina para si.

O importante é que não estamos apenas vendendo ou comprando produtos ou serviços. Vendemos sim, um conceito, um sonho que é muito mais forte do que o próprio produto. Quem trabalha no comércio deve acordar e trabalhar para que permita às pessoas concretizarem seus sonhos, seja lá quais forem eles. Depois que as pessoas saem de casa, enfrentam um trânsito, normalmente complicado, encontram uma vaga no, sempre difícil, estacionamento de um shopping, caminham, olhando vitrines e finalmente, decidem entrar em uma loja, a intenção de compra já está lá, presente no íntimo delas. Basta saber concretizar a venda. Realizar seus sonhos.

O engraçado é que a maioria dos lojistas não se dá conta disto. O ponto-de-venda, neste processo todo é fundamental e precisa estar envolto em uma nuvem de magia e sedução, para que o mais simples ou o mais sublime dos sonhos, seja ali realizado. Isto pode e deve ser obtido através de um bom design aplicado na ambientação e na comunicação e de um atendimento profissional e surpreendente. E principalmente não esquecer da qualidade dos produtos e serviços, ali oferecidos.

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15/03/2016

DESIGN VENDE: AS 3 REGRAS DA CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE
















As muitas informações que nossos olhos vêem, são processadas por nossa mente, que em questões de segundos, avalia, filtra e através de um processo natural, decide se elas ficarão ou não gravadas em nosso subconsciente. Como somos guiados pela nossa percepção, com o tempo, as informações armazenadas, acabam se transformando de simples referência a algo realmente significante sobre o que acontecimentos, pessoas ou marcas representam para nós.

Devemos, portanto, ter muito cuidado com tudo que empresas, marcas ou produtos possam estar transmitindo ao público. É através da construção de uma identidade visual forte e única que podemos conquistar facilmente o cliente, deixando de perder oportunidades únicas de se construir imagens positivas dos serviços prestados ou dos produtos comercializados.
Veja 3 regras simples, que são o segredo do sucesso de muitas empresas na construção de suas identidades.

1. O cartão de visitas é a fachada dos seus serviços.
Aquilo que se passa em um cartão de visitas, transmite a imagem que as pessoas terão de uma empresa. Moderna ou antiquada, atualizada ou retrógrada, limpa ou confusa, completa ou remediada, profissional ou amadora.

2. A fachada é a embalagem de sua empresa.
Ao se olhar a fachada de uma determinada empresa, pode-se imaginar qual é o nível de qualidade dos serviços ou produtos por ela oferecidos. O cuidado com a comunicação, a eficiência da sinalização e  a aparência geral são signos que comunicam  aos clientes muito daquilo que uma empresa, uma loja, ou uma escola apresenta no seu interior.

3. A Embalagem é o cartão de vista de seu produto.
Os produtos estão cada vez mais parecidos, em lojas e supermercados cada vez maiores. É sabido que 80% das pessoas decidem no ponto-de-venda se vão comprar ou não, um determinado produto. Dentro deste cenário, as embalagens e os displays empenham papeis fundamentais na decisão de compra.

A preocupação e o cuidado de uma empresa ou de um profissional com a sua identidade visual torna claro seu profissionalismo, seu posicionamento com a qualidade e é traduzida como uma extensão da qualidade de seus produtos e de seus serviços. Portanto, não subestime seu público e analise como está a aplicação da sua marca.



14/03/2016

DESIGN VENDE
















O NRF (National Retail Federation), o maior evento mundial do varejo, ocorre anualmente em New York e reúne os principais executivos do mercado online e offline  Segue oito tendências reveladas na última edição, que uma marca, que quer crescer no mercado atual, precisa ser:

IDEOLÓGICA: Ter voz ativa, definir e defender sua causa.

EMOCIONAL: Garantir diálogos e conexões com estímulos emocionais.

CONCEITUAL: Elaborar, valorizar e contar uma história.

ENCANTADORA: Apresentar serviços que encantam e surpreendam sempre.

ACESSÍVEL: Tornar o luxo mais acessível, humanizado e despretensioso.

PERSONALIZADA: Customizar seus produtos e serviços, a fará a protagonista.

INOVADORA: Ser constantemente o novo da novidade

NEWSTÁGICA: Apresentar o antigo com nova roupagem


Em todas as tendências, o design segue como a ferramenta fundamental para criar, rejuvenescer, definir, valorizar, comunicar, encantar, customizar e inovar. Marcas vencedoras sabem disso. 

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DESIGN VENDE: AO INFINITO E ALÉM















Assim como a letra manuscrita de uma pessoa é vista como um reflexo
de sua personalidade, havendo inclusive, estudos que traçam o perfil
completo de uma pessoa apenas pela análise da sua assinatura, a
marca de uma empresa é a definição resumida da apresentação visual
dela e deve ser entendida como a sua assinatura empresarial.

A preocupação estética, ou seja, o cuidado que uma empresa tem com a sua apresentação visual, é traduzida como uma extensão da qualidade dos produtos e dos serviços oferecidos por aquela empresa.

Se analisarmos a trajetória de uma empresa, notaremos que ela foi
criada e, de uma forma ou outra, cresceu e evoluiu. Esta evolução
é uma viagem e pode ser observada não apenas pelas suas vendas, número de empregados, de área construída, mas principalmente, pela evolução de sua marca, de suas embalagens, pelo design de seus produtos, ou seja, por toda a sua preocupação estética.

O engraçado é que se trata de uma viagem ao infinito, que não tem mais volta. Apesar de ser sofrido crescer, ninguém deseja, realmente voltar a ser criança. Quando uma empresa conquista uma nova etapa em sua evolução, seja através de um novo logotipo, de uma nova embalagem, ou de um reestudo em sua identidade visual, a primeira reação é estranhar a mudança, a segunda é se acostumar com ela e a terceira é sentir que é impossível voltar atrás.


11/03/2016

DESIGN VENDE: O DETALHAR DE AQUILES









Talvez Cindy Crawford, Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor não fossem ícones de beleza tão fortes em suas respectivas épocas, caso não possuíssem, cada uma a seu modo, irretocáveis pintas em seus rostos. Uma pinta é um detalhe sutil, mas que tem o poder de tornar o rosto de uma mulher inesquecível.A vida é feita de detalhes. As pessoas, as roupas, as casas e até as lojas, podem se transformar, positiva ou negativamente, através de pequenos detalhes.

Outro dia, em uma farmácia, notei que existia alguma coisa diferente no ar. O ambiente estava mais agradável, mais claro, mais arejado e aparentemente, maior. Os equipamentos não mudaram e estavam exatamente nos mesmos lugares. A iluminação também era a mesma e apesar disto, a loja parecia muito mais iluminada e o pé direito parecia mais alto. Foi aí que constatei que o teto que antes era preto, estava agora, pintado de branco. Uma pequena alteração era a responsável pela grande e radical mudança da farmácia.Vestir-se todo de preto e usar meias brancas, um detalhe mínimo, que com certeza, fará com que toda a elegância desapareça. São detalhes, apenas detalhes...

10/03/2016

DESIGN VENDE: MIRE NO PASSADO E GANHE UM PRESENTE NO FUTURO














As inovações tecnológicas que tornam o presente cada vez mais parecido com o futuro, não impedem o homem de se manter ligado sentimentalmente com o passado. Por serem tantas as mudanças, esta nostalgia, ao fazer com que as pessoas estejam enraizadas em um determinado tempo, lhes dá conforto ao sentirem-se possuidoras de um pouco da história e da vida.

Por isso, sempre que possível, proporcione a seus clientes ter boas lembranças sobre alguma coisa. Procure atiçar a memória deles através de ícones que os traga algo de conhecido e familiar. Exponha algum objeto antigo ou ofereça, por exemplo, um chá especial que sua avó fazia para você e seus irmãos e conte a todos uma história simpática. Certamente as avós de outras pessoas também faziam chás ou outras receitas, que há tempos estão guardadas nas suas memórias. Isto construirá um elo entre sua marca e o passado e a emoção delas.

O passado nos traz boas recordações. Todos ficam felizes ouvindo alguma música ou expressão que há tempo não ouviam, falando sobre alguma série antiga que assistiam quando criança. Toque o coração das pessoas e faça parte de suas memórias. Sua marca, sua loja e sua empresa entrarão pela porta da frente na lista do que elas consideram importante nas suas vidas. Estar na memória e no coração das pessoas é o melhor presente que sua marca pode ganhar.

09/03/2016

DESIGN VENDE: VESTIDA PARA VENDER









Andando pelas ruas e shoppings sentimos que algumas lojas enchem nossos olhos, enquanto outras passam, se não completamente desapercebidas, como fortes candidatas a serem esquecidas nos próximos  passos. Porque algumas lojas se destacam no cenário, ficando guardadas em nossa lembrança e outras não?

É preciso que uma loja seja especial, seja diferente, saia do lugar-comum e conte uma história. Começando por baixo, o piso deve funcionar como um belo par de sapatos de salto alto deixando-a ainda mais elegante. A fachada deve ser como um vestido bem cortado, com um caimento que destaca o corpo, que apenas sugere, salientando o que ela tem de melhor e ocultando indesejáveis imperfeições. A entrada da loja é como os olhos faiscantes de uma mulher misteriosa, que convida o cliente a entrar através da magia do primeiro olhar.

As pessoas buscam realizar sonhos através das compras. Por isto, é fundamental que se dê a elas a oportunidade para sonhar. Para ser encantadora, uma loja deve, assim como uma mulher, estar envolta em uma nuvem de magia e sedução. Assim você não estará apenas vendendo seu produto, seu serviço e sua marca, mas estará vendendo também, uma imagem, um conceito que, com certeza, será mais forte do que a própria marca.

20/08/2013

O ATENDIMENTO NA PALMA DA MÃO

























O cuidado de uma loja ou empresa, com a sua apresentação visual torna claro o seu posicionamento com a qualidade. Para que se tenha qualidade, entretanto, não basta se preocupar apenas com aquilo que se vê, é importante também, preocupar-se com aquilo que as pessoas sentem. O segredo pode estar na ponta dos dedos, contando até cinco e não fazendo nada por acaso:

1. O Mindinho sai rapidinho. Não trate o cliente com indiferença. Vendedor que não se dirige ao cliente quando este entra na loja, secretária que não levanta a cabeça para cumprimentar quem acabou de descer do elevador ou garçom que costuma passar os olhos um pouco acima da altura dos olhos do cliente que está ali sentado, tentando desesperadamente, chamar sua atenção, tratam os clientes como se eles fosse o menor e o mais insignificante dos dedos. Corrija isso rapidinho.

2. Seu-vizinho fica bem pertinho. Exponha o produto em uma distância próxima aos olhos do cliente. Não é porque ao usarmos sapatos, eles ficam no chão, que os mesmos devam necessariamente, estar expostos no chão da vitrine ou da loja. Uma coisa é olhar sapatos nos pés das pessoas, outra coisa, é escolher um modelo para comprar. O que dizer de jóias e relógios em exposição na altura dos joelhos do cliente, pois assim cabem mais 2 prateleiras na vitrine? Se ninguém consegue ver direito os detalhes dos produtos, qual é a vantagem de se ter tantos produtos em exposição? Deixe os produtos bem pertinho do cliente, ele agradecerá comprando-os.

3. Pai-de-todos todo poderoso. Lembre-se que atendimento com conforto não é apenas colocar poltronas confortáveis e macias. É também, saber que apesar de nenhum cliente gostar de ficar perguntando muito, todos necessitam de respostas. O cliente quando dentro de uma loja é um deus e por isto mesmo, é preciso entender suas necessidades para fazê-lo se sentir ainda mais importante e valorizado. Faça as perguntas da maneira certa e no momento certo. Fique do lado direito do pai.

4. Fura-bolo, o indicador. Através de uma boa sinalização, indique tudo o que for importante para o cliente. Isto evita aborrecimentos para ambas as partes, agiliza o atendimento e, principalmente, mostra que se tem respeito para com o cliente, já que ele não está muito interessado em procurar pelas coisas que deseja, mas sim, em encontrá-las.

5. Mata-piolho o arrasa quarteirão. Não se deve encarar o bom atendimento, como sendo apenas um custo alto. Ele é uma necessidade permanente na manutenção do retorno do trabalho. Um supermercado, trabalhando com pessoal em quantidade abaixo do mínimo para poupar hora extra, eletricidade ou custos com folha de pagamento, por exemplo, está na verdade poupando o cliente de retornar aquele estabelecimento. É muito fácil implodir as vendas, pois não existe imagem melhor do descaso com o cliente, do que ter várias caixas registradoras e deixá-lo perdendo tempo (algo que é raro e valioso a todos) em uma ou duas filas demoradas que poderiam ser evitadas, caso houvesse um ou dois atendentes a mais disponíveis.

O posicionamento de uma empresa com a qualidade deve estar presente em tudo que se refere à ela. Caso contrário, o consumidor sentirá na pele, sentindo-se desprezado, tendo que se abaixar para conseguir enxergar algo na vitrine, esquecido, perdido ou desvalorizado dentro da loja. Devemos acreditar, não é bem assim que estaremos agradando o público. É bom fazermos uma avaliação, contar até cinco e revermos nossas estratégias.

Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
da DATAMAKER DESIGN http://www.datamaker.com.br/


CONHEÇA O TRABALHO DA DATAMAKER DESIGN :

Case: Identidade Visual ATLANTICO SUL IMÓVEIS
Projeto de  Design de Ambiente e Design Gráfico





13/08/2013

O QUE É BONITO, MOSTRE. O QUE NÃO É, ESCONDA

Existe um conceito de lojas com fachadas totalmente transparentes que é muito difundido e utilizado pelo poder de transformar todo o interior da loja em uma imensa vitrine. Sem dúvida, expor a loja em toda sua totalidade, é uma ótima opção para chamar a atenção do público, entretanto, para que o feitiço não se volte contra o feiticeiro, é importante ter cuidado para que toda essa transparência não mostre coisas, digamos, comprometedoras e indesejáveis, que estariam muito melhor escondidas no conforto do anonimato.

Cestos de lixo com excesso de peso, tomadas jorrando fios que deslizam casualmente pelo chão da loja, papéis salpicados pelo chão, caixas de papelão viajadas com mercadorias que ainda não foram guardadas e a visão sem censura de todo o funcionamento e faturamento do caixa. Com certeza, são pecados mortais ou cenas íntimas que qualquer loja absurdamente transparente pode estar, involuntariamente, expondo a seus clientes e também, aos amigos do alheio.

Manter uma loja impecável o tempo integral não é uma tarefa impossível, mas todos sabem o quanto é difícil. Existem padrões de lojas criados e desenvolvidos para que realmente sejam expostos ao público e não adianta reclamar, pois este é o procedimento imaginado desde sua concepção. Entretanto, existem lojas que estariam muito melhor apresentadas, se a fachada fosse seletiva naquilo que expõe.  Se o caixa é demasiadamente exposto e é difícil alterar sua posição, basta esconder, disfarçadamente, os procedimentos internos, para que não chamem muita atenção sobre o assunto.

Ao vermos uma imagem, a primeira impressão é o resultado do conjunto. A composição do conjunto, por sua vez, é feita pela somatória de detalhes, que podem ser positivos ou negativos. O resultado, portanto, além de sensitivo, é matemático. Para não sair perdendo no final das contas, é importante diminuir o "desculpe nossa falha" e as áreas de transparências inúteis e comprometedoras, para que seja multiplicado aquilo que a loja tem de mais bonito. Pois, o que é bonito, e somente o que é bonito, deve  ser mostrado ao público.

Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
E por Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
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CONHEÇA O TRABALHO DA DATAMAKER DESIGN :

Case: Identidade Visual Rede de lojas Cavezzale
Projeto de  Design de Ambiente
Projeto Aplicado na loja Joinville










06/08/2013

QUEM NUNCA COMEU MELADO NÃO SABE QUE LAMBUZA.




Existem algumas pessoas que gostam de café amargo. A grande maioria prefere colocar açúcar ou adoçante para deixá-lo a seu gosto. Para essas pessoas, adoçar o café é o modo de deixá-lo melhor.  Adoçar o café muito mais do que o suficiente, não significa que o cafezinho ficará infinitamente mais gostoso, ao contrário, o deixará saturado, um melado que provavelmente ninguém sentirá prazer em saborear.

Ao falamos de cafezinho parece óbvio que o excesso não é, nunca foi e nunca será uma garantia de qualidade. Quando se trata de comunicação visual, entretanto, parece não haver tamanha obviedade assim. Caso contrário, não veríamos tantas empresas que, estando ou não em promoção, penduram dezenas, centenas, milhares de bandeiras, bandeirolas e banners em tudo quanto é lugar, resultando em algo parecido com um eterno baile de carnaval.   É muito comum também ver, logotipos aplicados em exaustão e sem nenhum critério, espalhados, como que pulverizados em spray, pelas ruas, fachadas, lojas, frotas e impressos.


Para que isto não ocorra debaixo do nosso nariz, devemos analisar constantemente se existe visibilidade na comunicação. Temos que pensar se é possível enxergar e principalmente, ler aquilo que está sendo comunicado externa ou internamente. Ver se não há exageros, como duplicidades gratuitas e informações saturadas.


Existem casos em que centenas de cartazes pequenos são fixados lado a lado pelas ruas. Quando vistos de longe resultam em uma grande poluição visual.  De perto, mesmo a uma distância de alguns passos, não se consegue ler nada, pois cada cartaz está repleto de informações em letras miúdas. O custo da produção de cartazes maiores, com menos texto, seria praticamente o mesmo. O resultado, em termos de impacto e poder de informação, seria infinitamente superior. A informação deve ser sintética. Temos que pensar se alguém terá tempo, paciência e interesse de parar na frente do nosso cartaz no meio da rua e ficar lendo por alguns minutos aquilo tudo que estamos escrevendo nele.


Não podemos imaginar que o público aceitará positivamente qualquer ação mal realizada, seja porque ele é de um perfil simples ou porque a empresa não dispõe de verba suficiente. Pessoas simples também prezam por respeito, organização e por trabalhos bem feitos. Não é a toa que casas simples, são as mais limpas e com as panelas mais reluzentes. Se a verba necessária a uma determinada ação não existe, é preciso escolher outro tipo de ação que não comprometa a imagem da empresa e que transmita, de uma forma criativa, aquilo que queremos comunicar.



Não podemos transformar ações quentes em comunicação visual em um cafezinho melado e frio, é necessário, antes de tudo, conhecermos o público alvo. Para colher bons grãos de café é preciso usar boas sementes. As ações em comunicação visual são as sementes, se elas não forem boas ou aplicadas de qualquer jeito, o resultado se houver, será qualquer um e nunca o que desejamos. Como um cafezinho ruim..

Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
E por Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
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CONHEÇA O TRABALHO DA DATAMAKER DESIGN :

Case: Identidade Visual Mercado Gregolin
Projeto de  Design de Ambiente e Design Gráfico





Diretor de Criação: Luiz Renato Roble
Diretora de Projeto : Raquel de Araújo

30/07/2013

MAIS QUE UMA LOJA, CRIE UM CONCEITO
















Loja Apple


Andando pelas ruas e shoppings, constatamos uma presença maciça
de lojas competindo entre si para chamar nossa atenção. Podemos notar
que algumas se destacam no cenário e ficam guardadas em nossa
memória enquanto outras não.

As lojas que se sobressaem, convidam-nos a parar, olhar, entrar e comprar
e passam a fazer parte da nossa memória. Porque as outras lojas nem são
notadas e se são, acabam facilmente esquecidas, assim que passamos
os olhos por elas?

As primeiras se apresentam de uma forma especial, inesperada e de uma
maneira diferente, saem do lugar-comum, tendo o design como um
diferencial. Estas lojas contam uma história, transmitem um conceito,
claro e pertinente, que faz com que as pessoas se encantem ao vê-las.

Para que uma loja não seja mais uma na multidão, é preciso ousadia, fazendo
com que ela apresente um design diferente do convencional. Quem não quer
errar no que vestir para ir a uma festa, acaba optando pelo pretinho básico,
assim como, quem não quer errar na decoração da sua casa, escolhe tudo
bege, do piso ao teto, passando pelo tapete, sofá e cortinas. 

O medo de errar é, muitas vezes, o responsável pela falta de destaque. Quem
tem medo de errar no design da loja, acaba partindo para um visual neutro em
demasia, fazendo com que a loja acabe sumindo na paisagem. Com certeza
não é este o objetivo, mas com tanta neutralidade, acaba sendo este o resultado.

Quando vemos uma loja e somos atraídos por ela, não sabemos direito se é
pelo seu visual, pelo clima que ela transmite ou é pela história que ela nos conta.
As pessoas não têm consciência exata do que gostam ou não gostam em uma
loja. Assim como não sabem porque se sentem bem em certos ambientes e
desejam sair correndo de outros. Na verdade, uma loja é composta pela
somatória de muitos detalhes e quando se fala em design, fatalmente estamos
falando sobre os detalhes que formam um todo.

Este é o segredo da Disney. Seus parques fascinam as pessoas,
independentemente da nacionalidade, cultura ou idade, pois cada canto, cada
mínimo detalhe transmite informações, sentimentos, lembranças do passado,
ou mesmo de um futuro que ainda não chegou, mas que cada pessoa
imagina à sua maneira.

É fundamental que se dê às pessoas, a oportunidade para sonhar. Para que isso
aconteça, a loja deve estar envolta em uma nuvem de magia, encanto e sedução.
Desta maneira não se estará apenas vendendo produtos e serviços, mas
principalmente, uma imagem e um conceito. 

Uma loja não deve ser idealizada apenas para agradar o gosto pessoal do seu dono.
Sua função é atingir seu público alvo. É preciso imaginar o ambiente da loja como um
cenário que irá fazer os protagonistas brilharem. Os produtos são os atores principais
e através da ambientação que a loja proporcionar, conquistará, ou não, o coração
do público. 

Os produtos necessitam de destaque. Isto pode ser conseguido através das cores,
das formas, do design aplicado na loja, dos equipamentos, dos displays,
do material promocional, da iluminação e de muitos outros recursos.

O importante é deixar o medo para o concorrente e ousar. Procurar ousar de várias
maneiras e lembrar sempre que o público é exigente. Os detalhes
são pequenos e a concorrência, grande.
 



CONHEÇA O TRABALHO DA DATAMAKER DESIGN

Case: Loja de Venda de Veiculos Usados
Projeto: Marca e Design de Fachada




Antes 



Depois

 

Diretor de Criação: Luiz Renato Roble
Diretora de Projeto : Raquel de Araújo





Por Luiz Renato Roble, diretor de criação criacao@datamaker.com.br
E por Raquel de Araújo, diretora de projetos raquel@datamaker.com.br
da DATAMAKER DESIGN
www.datamaker.com.br